As empresas geridas por mulheres são mais rentáveis
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Um estudo revela que empresas que têm mulheres como CEO proporcionam maiores rendimentos para os investidores. Por isso não se esqueça de identificar o género do diretor executivo da empresa em que tenciona investir.

Existem muitas razões que explicam porque contratar mais mulheres para gerir empresas é uma boa ideia. Por exemplo, ter uma maior variedade de géneros nos conselhos das empresas ajuda na gestão do risco, na criação de mais rendimento e no aumento da inovação.

Mas um projeto em curso de Karen Rubin mostra que os investidores também beneficiam com isso. Rubin trabalha como diretora de produtos para a Quantopian, uma plataforma de negociação algorítmica de crowdsourcing apoiada pela Khola Ventures, a Spark Capital e a Bessemer Venture Partners. Ela estava curiosa para saber se era possível correlacionar a liderança feminina com o desempenho das ações e decidiu criar um algoritmo para testar a teoria (h/t Fortune).

Começando pelo ano de 2002 (que por acaso é o conjunto de dados que lhe foi disponibilizado) Rubin introduziu manualmente as datas de início e fim (se relevante) do período de todas as mulheres com o título de CEO, até chegar ao fim de 2014. O seu algoritmo calculou os rendimentos que todos os investidores de todas as empresas inseridas na categoria Fortune 1000 obtiveram no período em que as ditas empresas eram geridas por uma mulher. Depois, comparou esse resultado com o desempenho das empresas de S&P 500. Rubin acabou por descobrir que as empresas geridas por mulheres tinham um desempenho muito melhor: uns 340% de rendimentos vs. os 122% da referência S&P 500.

A correlação mantinha-se mesmo se se retirasse as três mulheres do topo e da base do índice de mulheres CEO. Nesse caso, o rendimento era de 319%.

Rubin reconhece a pode existir tendência no sector, uma vez que muitas das mulheres que chegam ao topo são muitas vezes contratadas para gerir empresas do sector de consumidor numa base discricionária (por outras palavras, bens de consumo não essenciais e serviços como venda a retalho, média e automóvel que viram as suas fortunas crescer com a economia dos E.U.A. a sair da recessão). No entanto, quando ela comparou o desempenho do sector de consumo com as empresas de S&P 500, o bom desempenho não foi tão grande como o portefólio das mulheres CEO. (Além disso, existem algumas mulheres CEO que gerem empresas de tecnologia, de serviços públicos e industriais). Contudo, isso continua a manter a irresistível pergunta sem uma resposta: Porquê?

A sabedoria popular defende que a fasquia é muita alta para as mulheres, por isso só as melhores é que chegam ao topo. A ordem de pensamento é, refere Rubin à Quartz:

“São tão poucas as mulheres que conseguem chegar a estas posições, que as que o fazem são quase vistas como estrelas de rock.”

Outros estudos indicam que as mulheres são contratadas de forma desproporcionada para gerir empresas que se encontram metidas em grandes sarilhos. (Por exemplo, a Mary Barra da GM ou a Marissa Meyer do Yahoo.) Em teoria, se ela conseguir dar a volta e salvar a empresa, a subida deverá ser grande para os investidores.

“É uma ideia interessante”, afirma Rubin. “É plausível e é algo que pode ser provado com números”.

Por outro lado, várias pesquisas demonstraram que as empresas despedem mais rapidamente mulheres quando a empresa tem um fraco desempenho, o que iria limitar potencialmente a desvantagem: ela sai antes das ações caírem muito no fundo.

Todavia, a única maneira de se saber realmente o quão efetivas são as mulheres como CEOs de empresas é colocar mais mulheres nas posições executivas ou cargos próximos desses. Atualmente, a percentagem de mulheres CEO nas empresas de S&P 500 é pequena: 4,6%.

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