Os 10 piores erros que pode cometer na sua carreira profissional
Bethany Legg/Unsplash
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A opinião (e experiência) de Darius Foroux, que colabora com o medium.com

“Aprender com os nossos erros é bom. Aprender com os erros dos outros é melhor.” – Warren Buffett

Na última década fui estudante, empresário, trabalhador individual, colaborador numa empresa, blogger e professor.

Pois, não é um percurso de carreira normal. E também não é aquilo que eu estava à espera. Mas a vida raramente é aquilo que se espera.

E isso é porque somos humanos. E o ser humano comete erros.

Recebi recentemente um email de um leitor. Perguntava-me qual o maior erro profissional que alguma vez cometi.

O que me fez pensar. E escrever. Muito.

Depois de escrever cerca de 2.000 palavras sobre os meus erros de carreira, pensei “Uau, erraste de todas as formas possíveis”.

Adiante. Eliminei o óbvio e fiz uma lista do meu top 10. Espero que lhe seja útil.

1. Achar que a vida profissional é linear

De longe, a lição mais importante que aprendi. Primeiro percebi que assumir seja o que for é sempre péssima ideia. Assumimos muita coisa sem sequer investigar ou fazer perguntas.

Uma dessas assunções é que uma carreira avança linearmente. Onde é que isso está escrito? Quando penso nisso, não faço ideia onde é que fui buscar essa ideia.

É algo do género:

  • Escola e/ou universidade.
  • Estágio.
  • Deixar-se ficar no mesmo sítio durante 3 anos.
  • Tentar depois gerir uma equipa pequena.
  • Subir na empresa ao fim de alguns anos.
  • E, se começar a empatar, mudar para uma empresa que ofereça um salário melhor.

Ou:

  • Ser freelancer.
  • Começar por trabalhar de borla.
  • Fazê-lo durante anos.
  • Não conseguir pagar as contas.
  • Arranjar um emprego.
  • Despedir-se porque detesta o emprego.
  • Começar a cobrar pelo trabalho que faz.
  • Começar a aumentar ligeiramente os preços todos os anos.

Última via:

  • Ser empresário, abrir uma empresa
  • Achar-se o maior
  • Gastar mais que o que gera
  • Procurar investidores
  • Ter de prestar contas
  • Acabar a dar cabo de tudo.

Outra vez: Porque é que fazemos isto? É tão previsível. A vida é demasiado curta para se ser aborrecido.

Acelere a curva de aprendizagem. Concentre-se no valor. Aprenda mais, ganhe mais. Dê saltos. Às vezes, quando se aprende, anda-se para trás. Não há problema porque vai ganhar mais no futuro.

Hoje em dia, o que importa é o que tem para oferecer. Pela primeira vez na história, muitas empresas (nem todas) fazem vista grossa à idade, género, etnia e diplomas – preocupam-se mais com o que tem para oferecer.

Por isso mostre trabalho de qualidade. Como? Aprenda mais rápido. O acesso à informação nunca foi tão fácil. Use-a.

2. Fazer do dinheiro a prioridade

Fiz isso. E se também o fizer, pode acontecer uma de três coisas:

  • Acaba num cargo de vendas que detesta.
  • Torna-se num freelancer ou consultor agressivo que corre atrás de vendas..
  • Diz “sim” a trabalho que lhe esmaga a alma.

Não há nada de errado com qualquer uma dessas vias, mas não são sustentáveis. Não o estou a tentar impedir de ganhar dinheiro.

Em vez de se concentrar no dinheiro, porque não investir naquilo que o preenche de facto? Tal como aprender, experimentar, trabalhar em algo que interesse mesmo, acrescentar valor à vida dos outros.

Será que a maioria das pessoas vai seguir este conselho? Provavelmente não, porque não são capazes de dizer “não” ao dinheiro. Existe apenas uma regra muito simples no que toca a liberdade financeira: viva abaixo das suas posses. E sim, é difícil.

Se quiser saber mais sobre como se habituar a não depender do dinheiro, leia Séneca – Cartas a Lucílio. O filósofo escreveu muito sobre o assunto.

Os 10 livros essenciais para quem tem 20 anos

3. Perder tempo

Não vai acreditar na quantidade de noites e fins de semana que perdi a ver televisão, a sair, a fazer compras inúteis ou noutro entretém qualquer.

É claro que divertir-se é bom, mas não precisa de se entreter em TODOS os minutos que tem disponíveis.

Oiça, trata-se da sua vida e da sua carreira. Leve a coisa a sério.

Importa-se que faça uma pergunta? Qual é o seu talento? Em que é que é excecionalmente bom?

Se não sabe a resposta, talvez esteja na altura de a descobrir. Comece a aprender, a praticar, a fazer, o que quer que seja. Faça qualquer coisa que o torne num especialista na matéria.

4. Preferir o cargo ao setor

Na última década, tentei a sorte em várias indústrias, incluindo turismo, moda, tecnologias da informação e finanças. Porém mais recentemente comprometi-me com consultoria e educação.

Gostava de o ter feito mais cedo. Saltitar de setor em setor tem um custo associado assinalável. Há que aprender sobre a indústria, o mercado, as pessoas, as regras tácitas, etc.

A maior parte das pessoas decide o que quer fazer (ou deixa-se ir e acaba num ramo qualquer) e depois tenta descobrir um emprego, sem se importar com o setor desde que recebam no fim do mês. Ou, querem ser empresárias ou trabalhar a título individual e seguem o dinheiro.

Esta não é, contudo, uma estratégia eficaz a longo-prazo porque nunca se tornam especialistas nalguma coisa. Em vez disso, escolha uma ou duas áreas de que gosta mesmo, e comprometa-se a descobrir aí uma oportunidade.

5. Deixar-se ficar

“Ah, trabalhei muito e agora estou bem”. Pense lá outra vez. Nunca se está seguro.

A vida é uma corrida. Quem vem atrás está ansiosamente à espera que cometa um erro, para o poder ultrapassar e roubar-lhe o lugar.

Será mesmo assim? Bem, verdade seja dita, não sei. Mas gosto de pensar que é esse o caso.

Porquê? Porque me obriga a ter atenção. A última coisa que quero é deixar-me ficar confortavelmente instalado.

6. Não pedir

Está bem, é boa pessoa. Já percebi. Mas não seja parvo.

Ou os outros acabam por ocupar o seu lugar, pondo-o de lado sem que dê por isso.

Não precisa de se armar em chico-esperto. Apenas saiba que trabalho é trabalho.

E tudo é trabalho: arte, desporto, media, contactos, colegas, tudo.

Se quiser alguma coisa, vai ter de pedir. Quer um aumento? Peça. Ninguém lhe vai dar um do nada. De que é que está à espera?

“És tão boa pessoa. Toma lá um cheque.” – nunca vai acontecer.

7. Não seguir os seus interesses

Há duas formas de abordar este tópico: há as pessoas que dizem que deve seguir a sua paixão, e as que dizem que não deve.

Curioso que as pessoas que dizem que não deve seguir a sua paixão são as mesmas que não seguiram a delas. Está a perceber? Porque diabo haveriam de sugerir que siga a sua paixão? E vice-versa.

Note-se que não gosto da palavra paixão – e não sou adepto da polémica. Mas posso dizer o seguinte:

A vida não é infinita. Quer mesmo perder tempo a fazer coisas de que não gosta?

8. Não ouvir os outros

Quando acabei o mestrado em Gestão de Empresas há uns anos, estava convencido que era o maior. Não ouvia quem tinha mais experiência que eu. Erro crasso.

As coisas na prática não funcionam como nos livros. E eu não tinha noção disso.

Agora prefiro ser humilde e ouvir toda a gente. O que significa ouvir também quem tem menos experiência que eu. São quem tem, normalmente, as melhores ideias.

9. Querer demasiado já

Apesar da vida profissional não ter de ser linear, não pode querer dar saltos gigantes todos os dias. No princípio sobretudo, tentei andar depressa demais.

Hoje em dia sou mais paciente. Antes de começar um blog, enquanto ainda estava a estudar, escrevi centenas de artigos e, não esqueçamos, duas teses enormes.

E trabalhei durante vários anos em marketing muito antes de iniciar atividade em consultoria e coaching. Ninguém estava à espera. E não tem mal nenhum porque é mesmo assim que se aprende.

10. Não pedir ajuda

Talvez seja orgulhoso. Talvez tema que o achem estúpido. Talvez não tenha sido educado dessa forma.

Mas se não pedir ajuda, uma coisa é garantida: nunca a vai receber.

Quase tudo na vida resulta de trabalho de equipa. Mesmo que trabalhe completamente sozinho, vai precisar sempre de gente. E essas pessoas precisam de si.

As histórias sobre lobos solitários de sucesso são todas mentira.

Sempre que não conseguir dar conta do recado, peça ajuda. Peça ajuda a colegas, parceiros, amigos, família. Ajudá-lo-ão – e, se não o ajudarem, não são seus amigos.

Nota final: Trata-se da sua carreira.

Porque não levá-la a sério? Essa é precisamente uma das coisas que não fiz o suficiente nos últimos anos. Fui demasiado passivo.

Se a sua vida profissional, ou a direção que parece estar a tomar, não o faz feliz, mude. É o único conselho universal possível.

E faça-o já. Sabe porquê? Porque senão o fizer já, vai fazer quando?

Ambos sabemos a resposta a essa pergunta.

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