Os CEO de empresas de tecnologia que têm a perder com a presidência Trump
AP Photo/Evan Vucci
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31 Janeiro
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São diversas as ameaças da presidência Trump para empresas de tecnologia norte-americanas

Jeff Bezos

O CEO da Amazon (NASDAQ: Amazon.com [AMZN]), gigante de e-commerce e entregas, e também detentor do The Washington Post já entrou em confronto com Donald Trump – e Trump poderá ir atrás de Bezos por questões anti-truste: já afirmou que a Amazon “controla bastante a área em que se insere.” Além disso, o facto do The Washington Post ter avançado diversas peças sobre Donald Trump, muitas vezes em tom crítico, também não abona a favor de Bezos.

Tim Cook

Trump criticou, repetidamente, a Apple (NASDAQ: Apple [AAPL]) por fabricar os seus produtos no exterior e pediu à empresa que “comece a montar os seus malditos computadores e coisas” nos EUA. Cook também deverá ter de lidar com tarifas que irão inevitavelmente subir se Trump entrar em guerra comercial com a China. E há ainda o facto de Trump ter criticado a Apple em 2016 por esta ter recusado uma ordem do tribunal para cooperar com o FBI no desbloqueamento de um iPhone pertencente a um atirador envolvido num ataque terrorista em San Bernardino.

Jack Dorsey

A Twitter (NYSE: Twitter [TWTR]), uma empresa de tecnologia que já luta com a retenção de colaboradores e queda do preço das suas ações, tem sido forçada a lidar com o papel de entregar a Trump um megafone para expressar as suas opiniões, quer incluam ataques a líderes de sindicatos ou apenas para sugerir que os EUA deverão criar stock de armas nucleares. Dorsey também foi excluído, por Trump, do pequeno encontro de tecnologia na Trump Tower em dezembro passado, alegadamente como retribuição por não ter permitido que a equipa de Trump utilizasse uma versão emoji da hashtag #CrookedHillary. Triste!

Mark Zuckerberg

Peter Thiel, o menino de ouro de Silicon Valley para Trump, foi tanto um dos primeiros investidores no Facebook (NASDAQ: Facebook [FB]) como está presente no conselho de administração da empresa – um bom augúrio para a relação da empresa com o presidente. No entanto, Trump também poderá mudar as leis da imigração (como observado recentemente) de uma forma que venha a afetar a capacidade do Facebook de contratar colaboradores altamente qualificados. No início do ano, Zuckerberg e outros indivíduos da comunidade de tecnologia assinaram um documento – que foi apresentado ao Supremo Tribunal dos EUA – a favor das ações executivas de Obama, argumentando que maior imigração beneficia a indústria da tecnologia e o país. Parece que Trump não concorda.

Marc Lore

As empresas de e-commerce como a Jet.com poderão tornar-se vítimas da luta comercial dos EUA com a China. Trump ameaçou acrescentar tarifas de 45% a exportações chinesas. “Não podemos continuar a permitir que a China dê cabo do nosso país, e é isso que está a fazer.” – Avançou aos seus apoiantes no início de 2016. A solução proposta por Trump poderá tornar os bens fabricados no exterior dos EUA – a maior parte dos produtos comercializados eletronicamente – muito mais caros.

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