7 Regiões europeias que querem a independência
AP Photo/Felipe Dana
Página principal Análise, União Europeia, Espanha

A Catalunha não é a única região da União Europeia a exigir maior autonomia ou independência. Saiba que outras sete regiões poderão procurar a sua independência – causando maior fragmentação numa já debilitada Europa.

1. Escócia, Reino Unido

2014 foi um ano simbólico para a história da Escócia: realizou-se um referendo ao redor da independência da região face ao Reino Unido – com 55% dos eleitores contra.

Nicola Sturgeon, primeira-ministra e líder do Partido Nacional Escocês (pró-independência), tem vindo a apelar à realização de segundo referendo após a saída do Reino Unido da União Europeia. Destaca-se que Sturgeon condenou a violência da polícia espanhola aquando da celebração de referendo na Catalunha.

A Escócia é o lar de 5,2 milhões de habitantes e é semi-autónoma desde 1998, detendo um parlamento descentralizado que lida com questões ao redor da Educação, Saúde, Ambiente e Justiça. A Diplomacia e a Defesa permanecem sob controlo de Londres.

2. Flandres, Bélgica

Lar das instituições europeias, a Bélgica é tudo menos um estado unificado.

Criada em 1830 como nação independente (para agir como zona tampão entre a França e a Alemanha) a Bélgica conta com um norte conservador, onde se fala flamengo – e um sul orientado à esquerda, onde se fala francês.

O nacionalismo flamengo encontra-se mais ativo que nunca e a separatista New Flemish Alliance (Nova Aliança Flamenga) é agora um dos maiores partidos da Bélgica, parceiro chave no governo de coligação.

O partido tem vindo a propor a criação da república Flamenga.

Geert Bourgeois, membro do partido e chefe do governo flamengo, solicitou ao governo espanhol que inicie conversações com “os líderes legítimos de um povo pacífico”.

3. País Basco, Espanha

A ETA, organização separatista, foi criada em 1959 para promover os interesses da região basca – tendo-se transformado, mais tarde, numa campanha violenta pela independência, culpada por 829 mortes.

A organização conduziu o seu último ataque em 2010, encontrando-se desarmada desde então. Os seus membros juntaram-se recentemente ao partido político Sortu que está a trabalhar na “plena liberdade” para os 2,2 milhões de bascos.

Entretanto, 40.000 pessoas manifestaram-se em Bilbau em apoio ao referendo na Catalunha – e o presidente da região, Inigo Urkullu, solicitou o reconhecimento das nações catalã e basca.

4. Nova Caledónia, França

Está prevista a realização de referendo em novembro do próximo ano para determinar a independência da Nova Caledónia – arquipélago no Pacífico Sul com cerca de 280.000 habitantes.

Sob administração francesa desde 1853, a Nova Caledónia alcançou um acordo com Paris em 1998 para extensão da sua autonomia – no entanto, alguns ativistas avançam que o acordo não foi implementado na sua totalidade.

A Nova Caledónia possui 1/4 dos recursos mundiais de níquel, uma riqueza partilhada com França.

5. Córsega, França

A Córsega é uma ilha no mediterrâneo com 330.000 habitantes. É parte de França – mas tem a sua própria língua.

A separatista Frente de Libertação Nacional da Córsega (FLNC) terminou a sua luta armada em junho de 2014 e tem procurado solução política às suas exigências.

A Córsega detém um estatuto administrativo especial que lhe concede certos poderes e forte autonomia.

A sua assembleia, liderada por nacionalistas, destacou “a indiscutível legitimidade do governo da Catalunha”.

6. Ilhas Faroé, Dinamarca

Com 44.000 habitantes as ilhas Faroé da Dinamarca irão realizar um referendo (em abril de 2018) ao redor da elaboração de nova constituição – que concederá autodeterminação às ilhas.

As ilhas Faroé são autónomas desde 1948 – porém, os Negócios Estrangeiros e a Defesa encontram-se sob controlo de Copenhaga.

7. Lombardia e Veneto, Itália

Estas duas regiões do norte de Itália irão conduzir referendos consultivos, não vinculativos, a 22 de outubro deste ano. O objetivo: perceber se os seus eleitores favorecem maior autonomia face ao governo central de Itália.

Os políticos de ambas as regiões (juntas representam quase um terço da economia italiana) exigem uma maior parcela do rendimento oriundo de tributação fiscal.

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