A característica chave dos traders de sucesso
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Saiba que traços de caráter necessita desenvolver para se tornar um trader bem-sucedido.

Que bom saber que o meu novo livro vai ser lançado no dia 28 deste mês. Chamei-o Trading Psychology 2.0 porque queria fazer uma atualização à versão padrão da psicologia da comercialização, que euacho que está cada vez mais limitada.

A psicologia da comercialização tradicional começou com um importante conjunto de premissas: os seres humanos processam a informação maioritariamente de uma forma emocional e raramente de uma forma racional face a situações de risco, recompensa e incerteza. Estas tendências de processamento de informação levam a decisões de comercialização fracas. A conclusão natural a que se chega com estas premissas é que para se realizar uma negociação bem-sucedida é preciso que haja controlo emocional, autodisciplina e adesão a um processo fundado.

Não contesto de forma nenhuma o que foi dito acima. O meu problema é que, ao longo de vários anos, conheci muitos negociantes bem controlados a nível emocional, disciplinados e focados no processo que não foram capazes de fazer dinheiro. O controlo das tendências cognitivas é necessário para se ter sucesso no mercado, no entanto, descobri que isso só não basta.

Versão 2.0

No livro que chamei versão 2.0 da psicologia da comercialização começa com um conjunto de premissas diferente: Os mercados estão em constante mudança, de maneira que os padrões e relações que geravam lucro num período de tempo (ou regime), surpreendentemente podem falhar completamente noutro. Um bom exemplo recente que se pode tirar da história financeira é o impacto que o plano de flexibilização quantitativa tem nas negociações das ações. A flexibilização quantitativa resultou na rutura da volatilidade das ações e numa transferência de fluxos de obrigações de rendimento baixo para ações que têm tanto rendimento como perspetivas de retornos elevados. Quando o fim do plano de flexibilização e a possibilidade da normalização das taxas de juro passarem para primeiro plano (estou a imaginar uma situação de taper tantrum, ou seja, retirada gradual dos estímulos monetários e na perspetiva de um pico por parte do Banco de Reserva Federal), as ações foram negociadas com muito mais volatilidade e uma maior tendência sem riscos.

O que tornou as negociações mais recentes num ato desafiante foi o facto de a bolsa de valores não estar a comportar-se nada como se tem comportado nos últimos dois anos. O que vemos agora é uma volatilidade elevada e um fluxo forte de vendas. Para todos os efeitos, o negociante que vende ações neste momento e que vendia no primeiro semestre de 2015 poderá muito bem estar a negociar classes de ativos diferentes.

Tal como os meus leitores de longa data sabem, não crio modelos de regressão não lineares de retornos de curto prazo na SPX. Normalmente, estes modelos preveem lucro dentro de um horizonte temporal de 3 a 5 dias. O modelo mais recente que criei cobre os períodos de mercado que apresentam um nível de volatilidade médio; o modelo antigo cobria períodos do mercado com uma volatilidade baixa. As variáveis nos modelos são totalmente diferentes e têm um poder de previsão distinto. Uma diferença muito importante é que a força e fraqueza a curto prazo têm mais probabilidade de reverter num regime de maior volatilidade; têm mais probabilidade de mostrar continuidade a curto prazo no período de flexibilização quantitativa de volatilidade baixa.

Agora, se um negociante começar com o conjunto de pressupostos tradicionais e aderir cegamente a um determinado processo, esse negociante vai ser despedaçado quando os mercados mudarem a sua tendência de movimento agitado e de baixa volatilidade para uma queda de elevada volatilidade. Se a disciplina é definida como seguir religiosamente um determinado conjunto de regras e práticas, então a disciplina irá eventualmente plantar as sementes do falhanço na adaptação. Um negociante que em tempos fazia dinheiro de uma forma consistente e atualmente não consegue ter sucesso não pode ter mudado de repente de mentalidade e passar a ser um caso perdido de emoção exagerada ou um pensador extremamente tendencioso. Parece mais que esse negociante falhou em adaptar-se a um conjunto de condições de mercado em constante mudança. Na maioria dos casos são as virtudes do negociante – consistência e disciplina – que provocam perdas durante períodos de fluxo de mercado e não as fraquezas.

Adaptabilidade

É por isso que a única característica que realmente importa para que os negociantes consigam ter uma carreira de sucesso é a adaptabilidade. A adaptabilidade de facto exige que se tenha disciplina e autocontrolo, mas também exige com a mesma importância lucidez, consciência de mercado, criatividade e flexibilidade. Muitas empresas continuaram a produzir computadores pessoais quando os computadores portáteis começaram a ganhar terreno. As empresas continuaram a dar ênfase aos portáteis quando os tablets se tornaram populares. Vão haver empresas a insistir nos tablets quando os dispositivos informáticos usáveis ficarem na moda. Todas essas empresas tinham ótimos processos e um método de execução disciplinado. Simplesmente falharam em adaptar-se aos mercados em constante mudança.

Será que uma ação é negociada com uma correlação maior ou menor que outra? Essa correlação está a aumentar ou a diminuir? Estamos a negociar com um volume e volatilidade altos ou baixos? O volume e a volatilidade estão a aumentar ou a diminuir? Estamos a dar sinais de forte tendência/trajetória ou fraca tendência a curto prazo? Ou a longo prazo? Notamos sinais de enfraquecimento ou fortalecimento da abrangência à medida que aumentamos ou baixamos sucessivamente os preços? Quais os setores de mercado que lideram em termos de desempenho? E quais os que estão a ficar para trás? Essa liderança é estável ou mutável? Como é que as ações se correlacionam com outras classes de ativos? Essa correlação tem vindo a alterar-se recentemente? O que é que essas correlações com ativos e padrões de liderança nos dizem sobre a economia dos E.U.A.? E sobre a economia mundial? Como é que estamos a responder às publicações de dados económicos e aos movimentos do mercado no estrangeiro? Esse padrão de resposta está a alterar-se? O que é que esses padrões de resposta nos dizem?

Quando faz a si próprio(a) essas perguntas, está a dar o primeiro passo para a criação de meta-processos de desenvolvimento: processos para adaptar as suas melhores práticas às condições de mercado mutáveis.

Fazer trading não é o mesmo que jogar poker, xadrez ou mesmo praticar atletismo: as regras nos jogos típicos de competências não mudam de uma competição para a outra. Fazer trading é fazer negócios. O mercado dos negócios nunca fica igual. Ter sucesso não é encontrar uma fórmula mágica e aderir a ela servilmente. É ser flexível e encontrar novas fórmulas sob condições em constante evolução. Quanto mais rápido for o ritmo de mudança, mais a criatividade se torna na essência da disciplina.

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