As 4 melhores ações de empresas de tecnologia a comprar
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As ações de empresas de semicondutores e de ciber-segurança estão bem posicionadas para crescimento – e encontram-se relativamente baratas

As semanas que antecederam o Thanksgiving nos EUA trouxeram um conjunto de boas notícias para o investidor focado em tecnologia Paul Wick. Cinco empresas que detinha no Columbia Seligman Communications and Information Fund foram adquiridas numa onda de fusões e aquisições a varrer a indústria de semicondutores – uma fatia do setor de tecnologia ao qual Wick dedicou quase metade do seu fundo de 4,4 mil milhões de dólares. Entretanto, ações da maior holding do gestor de carteiras sediado em Silicon Valley, a LAM Research (NASDAQ: Lam Research Corporation [LRCX]), atingiram uma alta recorde.

“No entanto, ainda se verifica considerável vantagem.” – Afirmou Wick. “Estamos mais otimistas quanto à indústria de semicondutores do que quanto ao software ou setor da internet.”

A tecnologia, embora um dos setores do S&P 500 mais rentáveis e com rápido crescimento, também tende a ser relativamente cara. Além disso, os investidores estão tensos quanto a como as políticas do presidente Trump poderão afetar algumas das principais empresas: depois de ações da Facebook (NASDAQ: Facebook [FB]), Amazon (NASDAQ: Amazon.com [AMZN]), Netflix (NASDAQ: Netflix [NFLX]) e Google (NASDAQ: Alphabet Class C [GOOG]) terem sido vendidas na esteira da eleição, Jeffrey Gundlach, CEO da DoubleLine, advertiu os investidores “para se manterem distantes dessas opções”. No entanto, investidores como Wick procuram exceções a esse sentimento – particularmente de cantos menos glamorosos, mas não menos importantes, da indústria.

LAM Research

Embora possa parecer imprudente recomendar uma ação que já subiu 35% este ano, a LAM Research ainda é negociada a 13 vezes os lucros estimados para 2017. Isso significa que a ação é negociada a um desconto de 21% face ao S&P 500 e encontra-se 18% mais barata do que o setor da tecnologia. (Destaca-se que a subida da LAM fica aquém da ação com melhor desempenho do S&P 500 nos primeiros 11 meses de 2016, a fabricante de chips Nvidia (NASDAQ: NVIDIA Corporation [NVDA]), cujas ações quase triplicaram).

A LAM não produz os chips por si própria, mas antes equipamento que empresas como a Samsung (uma das suas maiores clientes) utilizam para colocar memória “flash” nos semicondutores utilizados em tudo – desde iPhones a fitness trackers ou a carros da Tesla (NASDAQ: Tesla Motors [TSLA]). A memória flash – assim chamada pois processa dados mais depressa e com menos aquecimento que as tradicionais unidades de disco rígido – tornou-se essencial ao permitir que empresas como a Apple (NASDAQ: Apple [AAPL]) fabriquem MacBooks mais poderosos e pequenos ou que empresas como a Amazon e a Spotify recuperem música das suas gigantescas bibliotecas na nuvem de forma instantânea.

Historicamente, as ações da LAM têm sido negociadas a desconto pois os seus ganhos “tendem a oscilar bastante”, consoante os ciclos dos produtos eletrónicos, afirmou John Toohey da USAA, também fã da ação. No entanto, nos últimos três anos a LAM cresceu de forma consistente, aumentando as vendas a uma taxa de 18% ao ano e alcançando uma média de crescimento de ganhos de 56%. Wick espera que o crescimento robusto continue em 2017, com o ritmo acelerado da inovação a manter as fundições dos semicondutores:

“Já não existe um ciclo dos semicondutores.” – Afirmou.

Além disso, a LAM tem um dividendo que rende perto de 2% – e com quase dois terços dos seus fundos fora, poderá beneficiar de medidas futuras quanto à repatriação de fundos para os EUA.

Palo Alto Networks

Como o número de dispositivos conectados à internet se expandiu, também a preocupação quanto a como manter os dados seguros tem aumentado. Os gastos em equipamento de ciber-segurança, incluindo firewalls, estão a crescer em cerca de 13% em 2016, para 10,6 mil milhões de dólares, afirmou a Gartner. No entanto, essa taxa deverá desacelerar para 8% ao longo dos próximos anos. Ainda assim, a Palo Alto Networks (NYSE: Palo Alto Networks [PANW]), que produz sistemas de segurança de última geração conhecidos como as firewalls da próxima geração, está a aumentar as suas vendas cerca de quatro vezes mais depressa.

“Estão mesmo na vanguarda para ajudar as pessoas a protegerem as suas infraestruturas.” – Afirmou Margaret Vitrano, gestora de carteiras do ClearBridge Large Cap Growth Fund de 4 mil milhões de dólares.

Embora os altos e baixos em gastos com ciber-segurança possam significar volatilidade para os ganhos da Palo Alto e das suas ações, a empresa espera aumentar a receita em 31% no próximo ano fiscal, tornando a sua estimativa preço/lucro de 2017, de 49, razoável.

3 Ações que poderá deter, em segurança, até 2030

Check Point Software Technologies

Wick gosta da Check Point Software Technologies (NASDAQ: Check Point Software Technologies [CHKP]), uma opção mais barata (um rácio preço/lucro de 17). Fundada em Israel nos anos 1990 pré-boom dotcom, a Check Point provou ser “muito mais shareholders-friendly” do que algumas das suas pares mais novas e empresas de social media, afirmou Wick. A empresa recomprou ações dos acionistas ao longo de 13 anos consecutivos até 2016.

O que aconteceria se comprasse uma ação de cada empresa?

Vail Resorts

Outros investidores estão a repensar o que significa ser uma ação de tecnologia – encontrando oportunidades noutras indústrias onde as empresas estão a utilizar tecnologia para renovar os seus modelos de negócio. Henry Ellenbogen, que gere o T. Rowe Price New Horizons Fund de 16,3 mil milhões de dólares, aponta para a Vail Resorts (NYSE: MTN).

A Vail adotou um modelo de subscrição – como a Salesforce (NYSE: Salesforce.com [CRM]) fez com software e a start-up ClassPass com aulas de ioga e de ciclismo. Pense no mesmo como um passe de temporada com acesso ilimitado a 13 montanhas diferentes em seis estados, Canadá e Austrália. A empresa oferece uma aplicação e aproveita os dados para tornar os seus serviços mais eficientes – uma forma de assegurar o regresso dos clientes.

Além disso a Vail tem vindo a adquirir novas propriedades e a colocá-las na sua rede, criando a escala que a tem ajudado a gerar retornos sobre o capital sem precedentes para a sua indústria. A ação é negociada a um rácio preço/lucro de 2017 de 31 mas Ellenbogen espera que o lucro aumente de forma orgânica entre 10% a 13% no próximo ano.

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