O mercado de ações poderá não ser alvo de “recuperação de Natal” este ano
AP Photo/Darko Vojinovic
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É possível que o Pai Natal se esqueça de Wall Street este ano. Não porque as ações se portaram mal mas sim porque se portaram tão bem

Trata-se, pelo menos, da previsão ousada de alguns analistas que acreditam que o mercado subiu depressa de mais.

“A minha experiência diz-me que o mercado tende a prejudicar o maior número de pessoas. Assim, se o consenso avança que se verifica uma forte recuperação, é provável que não se verifique.” – Afirmou Ian Winer, diretor de negociação de ações na Wedbush Securities. “Acho que já observámos a recuperação de Natal [Santa rally].”

A recuperação de Natal é uma referência ao impulso do mercado de ações no final do ano – que geralmente ocorre ao redor do Natal. Prever que a recuperação não irá ocorrer é uma afirmação ousada considerando que todas as peças parecem encaixar para o mercado de ações.

O sentimento é otimista, a confiança na economia está a melhorar e os lucros estão a mostrar sinais de retorno. O consenso, de facto, aponta para maiores ganhos ao redor das ações.

No entanto, persiste o receio de que o mercado venha a tropeçar assim que termine a adrenalina pós-eleição – dada a magnitude dos ganhos desde a eleição nos EUA. Os três grandes índices de referência alcançaram máximas recorde na semana passada, com o Dow Jones Industrial Average (INDEX: Dow Jones Industrial Average [DJI]) a uma distância incrível do marco de 20.000.

Katie Stockton, da BTIG, acredita que as ações estão a mostrar sinais de exaustão.

“Devemos esperar um recuo significativo na próxima semana com as condições de curto prazo para sobrecompra a chegar ao fim.” – Afirmou numa nota.

Ainda assim, mesmo que os investidores percam a alegria do Natal, Stockton recomenda que comprem em quedas para se posicionarem para a recuperação de Ano Novo na medida em que se poderá verificar impulso saudável.

3 Ações cujo preço caiu para metade em 2016
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Desde a vitória de Donald Trump a 8 de novembro que a descrença se transformou, rapidamente, num frenesim ao redor de ações com expectativas de que a presidência Trump anunciará um novo período de crescimento para a economia dos EUA.

“Estamos a observar níveis de entusiasmo ao redor das ações como não vemos há anos em alguns casos.” – Afirmou Ryan Detrick, estratega sénior de mercado na LPL Research, numa nota.

O estratega citou o inquérito da U. S. Investors’ Intelligence, que indicou que o número de otimistas aumentou para 59,6%, acima da “zona de perigo” de 55%. Um inquérito do Bank of America Merrill Lynch esta semana mostrou que a disponibilidade de fundos caiu para 4,8% em dezembro, de 5,8% em outubro.

“Os gestores de fundos impuseram uma pausa na recuperação de risco... Com expetativas de crescimento, inflação e lucros corporativos em máximos plurianuais, Wall Street está a avançar um forte sinal de tendência altista.” – Michael Hartnett, estratega chefe de investimento no Bank of America Merrill Lynch.

A exuberância excessiva às vezes poderá ser sinal de que os investidores estão à frente do mercado, de acordo com Detrick. No entanto, o otimismo por si só não deverá desencadear liquidação, pelo menos não este ano.

“Poderá ser um potencial sinal de alerta, mas a sazonalidade e a melhoria dos dados económicos são os dois sinais positivos para as ações no curto prazo.” – Afirmou.

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Jeffrey Saut, estratega chefe de investimento na Raymond James, foi mais contundente.

“Não tentem jogar com o mercado para lucro de curto prazo.” – Afirmou.

Saut admite que a “debandada de compra” se está a tornar extensa. No entanto, não desistiu do mercado, prevendo que as ações “subam mais alto” até pelo menos final de janeiro.

Historicamente, dezembro tem sido bom para as ações e até agora o padrão parece intacto com o mercado a subir perto de 3% nas primeiras duas semanas do mês.

O mercado de ações poderá não ser alvo de “recuperação de Natal” este ano

“Creio que a recuperação proporcionada pela vitória de Trump irá continuar em 2017. A economia encontra-se sólida e é possível que sejam aprovadas medidas em 2017 que impulsionem o crescimento.” – Afirmou Torsten Slok, economista chefe no Deutsche Bank Securities.

“O principal risco é que a economia já se encontra em pleno emprego e, assim, é provável que observemos inflação mais elevada em 2017. No entanto, enquanto a inflação permanecer sob controle, a tendência altista ao redor das ações deverá continuar.”

O Dow encerrou a semana a 19.843,41 enquanto o S&P 500 (INDEX: S&P 500 index [US500]) terminou a 2.258,07 e o Nasdaq Composite (NASDAQ: The NASDAQ OMX Group [NDAQ]) a 5.437,16.

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