O ano do Brexit e de Trump em gráficos
Carlo Allegri/Reuters
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21 de Dezembro de 2016
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A economia mundial em 2016, em oito gráficos

O ano está a chegar ao fim e é inevitável um balanço – nomeadamente ao nível da economia global. 2016 ficou marcado por diversos eventos, localizados ou com dimensão mundial – e com impacto imediato ou no médio a longo prazo. Destaca-se a votação, no Reino Unido, ao redor do Brexit – a permanência do país enquanto membro da União Europeia – ou a eleição presidencial nos Estados Unidos. Ambos os eventos geraram resultados surpreendentes, capazes de alterar a Europa e o mundo como o conhecemos.

Os gráficos que se seguem procuram resumir um balanço quanto à economia mundial este ano.

Antes do referendo relativo ao Brexit diversos economistas previram um impacto imediato e significativo na economia e confiança do consumidor no país caso a votação favorecesse a saída do Reino Unido da UE. Contudo, as previsões não se cumpriram: a economia do Reino Unido cresceu na ordem de 0,5% nos três meses que se seguiram à votação.

A taxa de desemprego nos EUA caiu para um mínimo de nove meses em novembro (uma queda de 4,9%, em outubro, para 4,6%) com expetativas ao redor do aumento das taxas de juro por parte da Reserva Federal dos EUA, este mês – o que se veio a confirmar. Na zona euro, a taxa de desemprego permaneceu próxima de 10%.

A deflação, queda de rendimentos e declínio da produtividade no Japão têm vindo a prejudicar a sua economia ao longo dos últimos 15 anos. Apesar do índice de preços ao consumidor permanecer ao redor de zero, o mais elevado preço do petróleo e um iene mais fraco apontam para melhores perspetivas ao nível da inflação em 2017.

Diversos analistas avançaram que se alcançou o final de 30 anos de tendência altista ao nível de obrigações do governo – uma declaração que poderá provar-se prematura. Os rendimentos subiram, de facto, após a vitória de Donald Trump nas presidenciais dos EUA – no entanto, ainda poderá ser cedo para declarações tão definitivas.

Os membros da OPEP – Organização dos Países Exportadores de Petróleo – concordaram, em novembro passado, com a redução do nível de produção de petróleo para – entre outras medidas – impulsionar o preço do petróleo. De acordo com o gráfico, o preço disparou de imediato após a decisão da OPEP. No entanto, analistas avançam que as medidas poderão não ser suficientes ou duradouras.

Os mercados de ações estão a viver a adrenalina pós-eleição presidencial nos EUA. A confiança na economia está a melhorar, os lucros estão a aumentar e os investidores sentem-se otimistas. O consenso aponta para maiores ganhos no mercado de ações – com três índices de referência (Dow Jones, S&P 500 e Nasdaq Composite) a alcançar máximas recorde nos últimos tempos.

O desempenho das divisas tem variado bastante, ao longo do ano, a nível global. A libra esterlina foi amplamente afetada pela decisão pelo Brexit – e a China evitou maior depreciação da sua moeda ao recorrer a parte das suas reservas. O dólar, por sua vez, foi impulsionado pelas expectativas ao redor da presidência Trump.

As moedas de mercados emergentes – como Malásia, Turquia e México –mostraram-se tendencialmente flutuantes ao longo do ano, face ao dólar, com uma queda acentuada nos últimos dois meses do ano. O rublo russo foi a exceção à regra, encontrando-se intimamente ligado ao petróleo.

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