Apple: perspetivas para 2017
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As vendas do seu principal produto – o iPhone – caíram acentuadamente no ano passado mas há razões para otimismo ao redor da nova geração de iPhones

As vendas de iPhones caíram no ano passado e estima-se que apresentem crescimento modesto no atual ano fiscal. No entanto, os investidores não devem ignorar a possibilidade das vendas voltarem a crescer em força no próximo ano.

Ao tentar prever o futuro, a maioria dos investidores e analistas de Wall Street aprecia dados sólidos. Uma previsão baseada em recentes tendências de vendas parece muito mais “científica” do que previsões baseadas em rumores ao redor de características, produtos futuros e suposições quanto ao que os consumidores realmente querem.

No entanto, extrapolar dados das tendências de vendas tem sido uma péssima estratégia para prever os resultados da Apple (NASDAQ: Apple [AAPL]). De facto, as vendas do produto mais importante da Apple, o iPhone, têm sido extremamente voláteis nos últimos anos.

O passado do iPhone não determina o seu futuro

Se há uma lição que os investidores podem aprender ao olhar para as tendências de vendas do iPhone ao longo dos últimos cinco anos é que as mesmas não seguem um padrão regular.

Há cinco anos, o iPhone ainda era um produto relativamente novo. Nessa altura, a crescente popularidade dos smartphones impulsionou crescimento explosivo. No ano fiscal de 2012, as vendas unitárias e receita do iPhone dispararam mais de 70%.

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Entretanto, o crescimento das vendas de iPhones arrefeceu dramaticamente nos dois anos que se seguiram. No ano fiscal de 2014, as vendas unitárias de iPhones subiram apenas 13%, enquanto a receita aumentou 12%.

Num artigo de 2014 para a Quartz, Chistopher Mims notou que “a Apple parou de crescer.” Mims afirmou que os novos telemóveis – com maiores ecrãs – que se avançava estarem a caminho “significa que ainda se poderá verificar potencial crescimento da receita da Apple. Mas é só isso.”

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Não podia estar mais errado. No ano seguinte – ano fiscal de 2015 – o crescimento de vendas unitárias de iPhones acelerou para 37%. Graças a preços mais elevados ao redor do novo iPhone 6 Plus (e aumento de procura dos clientes por configurações com maior memória), a receita do iPhone aumentou 52%.

À luz desse forte impulso, a maioria dos analistas estimou aumento de vendas de iPhones (embora mais moderado) para o ano fiscal de 2016. As estimativas mostraram-se novamente erradas. No ano passado, as vendas unitárias de iPhones caíram 8% face ao ano anterior e a receita caiu na ordem de dois dígitos.

Estarão os analistas a cometer o mesmo erro novamente?

Os analistas de Wall Street não esperam que as vendas de iPhones continuem a cair mas também não esperam muito crescimento no futuro. Não surpreendentemente, verifica-se uma ampla gama de estimativas mas, em média, os analistas esperam crescimento de vendas de iPhones na ordem de um só dígito médio ao longo dos próximos dois anos.

Ações da Apple: o que acontece antes e após cada lançamento de um novo iPhone

Depois de sobrestimarem as potenciais vendas de iPhones para o ano fiscal de 2016, os analistas poderão estar a avançar muito longe na direção oposta agora. Como mostrado pelo desempenho da Apple há alguns anos, a desaceleração acentuada do ano passado ao nível de vendas poderá ainda ser seguida por um regresso a forte crescimento no futuro.

Razões para otimismo ao redor da próxima geração de iPhones da Apple

A maioria dos críticos concorda que o iPhone 7 não é uma grande atualização face à série de telemóveis iPhone 6. Há novas cores, a Apple aumentou o armazenamento de base para 32 GB e os fones de ouvido desapareceram – mas o design exterior e componentes-chave, como o ecrã, não mudaram muito.

Apesar da atualização relativamente modesta, as vendas de iPhones parecem estar no bom caminho para voltar a crescer no atual ano fiscal de 2017. O crescimento explosivo da base de utilizadores de iPhones ao longo dos últimos anos significa que há mais utilizadores de iPhones em busca de uma atualização do que antes. Tal parece ter compensado a falta de um fator “uau” quanto ao iPhone 7 e iPhone 7 Plus.

Olhando para o futuro, muitos observadores da indústria esperam que a Apple lance um novo design “revolucionário” com o iPhone a ser lançado no próximo ano – a coincidir com o 10º aniversário do iPhone. As novas funcionalidades poderão incluir um revestimento todo em vidro – sem moldura –, carregamento sem fios da bateria e ecrãs OLED curvos.

Rumores ao redor do iPhone 8

Se os rumores se provarem corretos, as vendas de iPhones poderão acelerar novamente como há dois anos, devido a aumento da procura no ano fiscal de 2018, face aos anos anteriores, bem como ao afastamento – por parte dos clientes – de opções Android. Irão as vendas de iPhones aumentar 37% face ao último ano? Provavelmente não, mas uma taxa de crescimento de cerca de 20% é totalmente plausível.

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Apesar de alguns analistas em Wall Street reconhecerem esta possibilidade, a grande maioria receia avançar grandes projeções quanto ao crescimento de vendas do iPhone depois do desapontante ano fiscal de 2016. No entanto, a volatilidade de vendas de iPhones da Apple (NASDAQ: Apple [AAPL]) nos últimos anos mostra que as tendências de vendas ao longo de um ano – ou mesmo dois – oferecem muito pouca orientação quanto ao que esperar no futuro. Os investidores não devem ignorar o passado mas também não se devem focar muito nas recentes tendências de vendas de iPhones.

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