Os ativos com melhor e pior desempenho em 2016
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30 de Dezembro de 2016
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Ao nível de moedas, índices, matérias-primas e obrigações

Do Brexit a Donald Trump e ao pior primeiro mês do ano de sempre do S&P 500 (INDEX: US500), o ano passado foi tudo menos tranquilo para os investidores.

O tumulto proporcionou sofrimento e oportunidade. Assim, com 2016 a chegar ao fim, é altura de selecionar os ativos com melhor e pior desempenho ao redor do mundo este ano.

Moedas

Foi um ano particularmente mau para qualquer moeda chamada “libra”. A versão egípcia teve o pior desempenho em 2016 com a nação a tomar o passo dramático de permitir que fosse negociada livremente – numa tentativa de estabilizar a economia, em dificuldades com escassez de dólar e preocupações ao redor de agitação social. A libra britânica (GBP/USD) caiu depois do Brexit e nunca recuperou.

Do outro lado do espectro, a moeda digital bitcoin (FX: BITCOIN) teve o melhor desempenho este ano, aumentando mais de 100% com controlos de capital na China e rumores de isolamento no Reino Unido e EUA a alimentarem o interesse por moedas alternativas.

No que se trata de moedas emitidas por governos e bancos centrais, o rublo russo teve o melhor desempenho do ano, com o mercado petrolífero a recuperar.

Segue-se um olhar abrangente quanto às melhores e piores moedas este ano.

Apesar do deslize da moeda britânica não ter coincidido com o de moedas de alguns mercados emergentes, a mesma registou o pior desempenho entre as principais moedas.

Índices de ações mundiais

Apesar dos recentes distúrbios, o índice de ações Ibovespa do Brasil permanece aquele com melhor desempenho em 2016. Deve-se em grande parte à esperança de que o presidente Michel Temer, que assumiu a liderança depois de Dilma Rousseff ter sido alvo de impeachment, seja capaz de colocar um fim à pior recessão num século e de proporcionar alguma estabilidade política.

O mercado de ações da Nigéria apresentou o pior desempenho do ano. A economia da nação deverá contrair em 2016, pela primeira vez em mais de 20 anos, com controlo de capital a deter os investidores estrangeiros e militantes a destruírem oleodutos.

Matérias-primas

Enquanto 2015 foi tendencialmente difícil para os entusiastas com matérias-primas, este ano tem sido difícil encontrar pontos vermelhos nos ecrãs. O gás natural destaca-se, tendo subido mais de 60% ao longo dos últimos 12 meses.

O petróleo recuperou um pouco, embora não tenha sido fácil. O West Texas Intermediate (NYMEX: XTI/USD) deslizou abaixo de 30 dólares antes de subir acima de 50 dólares – para um ganho de mais de 50% este ano. Os agricultores, por sua vez, enfrentaram maiores dificuldades, com o trigo e o milho a caírem 13% e 1,6%, respetivamente.

Segue-se um olhar completo:

Obrigações

As obrigações do governo da Venezuela surgiram entre os maiores investimentos – surpreendentemente, dado o distúrbio social sentido localmente na nação com dificuldades financeiras. As suas obrigações dispararam com rumores de que o governo poderia estar em busca de um acordo para reverter vencimentos de dívida, o que daria à nação algum espaço de manobra. Há mais dívida com vencimento em 2017 e alguns pagamentos já falharam.

As obrigações com pior desempenho surgiram de Moçambique, com o país a lidar com crise de dívida e aumento da inflação.

Quando se trata de obrigações corporativas dos EUA, com elevado rendimento, surgem uma série de nomes, relacionados com energia, com melhor desempenho – com as apostas de que o petróleo poderia estabilizar a mostrarem-se corretas.

As obrigações emitidas pela Sidewinder Drilling Inc tiveram o pior desempenho, com a agência de rating Moody’s Investors Service a rebaixar a empresa e a alertar para possível incumprimento.

Por último, a Anton Oilfield Services teve o melhor desempenho no que se trata de obrigações corporativas de mercados emergentes. A empresa recuperou de rebaixamento no ano passado, tendo assinado um acordo com um banco de Xangai para obter mais financiamento. O Privatbank Commercial Bank teve o pior desempenho, com a Fitch Ratings a colocar a empresa em observação no seguimento de preocupações quanto à solvência da mesma.

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