Quando o dinheiro não parece real
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O nosso cérebro não vê o dinheiro todo da mesma forma graças ao que os economistas do comportamento consideram “vieses cognitivos”

Dinheiro é dinheiro – seja dinheiro líquido nas nossas mãos, em cartões de plástico ou dados encriptados enviados pela internet.

No entanto, o nosso cérebro não vê o dinheiro todo da mesma forma, graças ao que os economistas do comportamento consideram “vieses cognitivos”:

  • Gastamos dinheiro líquido de forma mais cuidadosa do que o dinheiro disponível em cartões de plástico;
  • Consideramos os reembolsos de impostos como algo extra;
  • Preferimos ter dinheiro agora do que mais dinheiro mais tarde.

As nossas ilusões quanto ao dinheiro podem ser aproveitadas para o bem. Muitas vezes, porém, as nossas ilusões ao redor do mesmo trabalham contra nós. Quando tratamos algumas formas de dinheiro como menos reais do que outras, isso poderá sair caro. Por exemplo:

Financiar a diversão

As casas de férias ou os veículos recreativos – como auto-caravanas – são muitas vezes referidos como uma forma de poupar dinheiro em férias futuras. No entanto, qualquer pessoa que detenha um dos dois sabe que não é bem assim. Os compradores de caravanas, por exemplo, costumam subestimar os custos de manutenção, reparação e abastecimento das mesmas. Os novatos ao nível da compra de casa de férias podem ter de lidar, por sua vez, com o aumento de taxas anuais ou outros aborrecimentos.

A matemática torna-se ainda mais azeda quando qualquer compra é financiada. Os empréstimos para habitação acarretam taxas de juro elevadas. As taxas de empréstimos para veículos recreativos podem ser menores mas os empréstimos podem estender-se a 10 ou 20 anos, inflacionando o custo da compra em 20% a 50%.

Não deve pedir dinheiro emprestado para financiar luxos e isso inclui férias. Se estiver determinado a comprar, pague por versões em segunda mão dentro das suas possibilidades.

Uma caravana nova, por exemplo, pode custar um número com seis dígitos. Um modelo em segunda mão pode custar bem menos. Passa-se o mesmo com as casas.

Moeda estrangeira

Quando estamos de férias relaxamos um pouco em relação ao dinheiro – pois queremos isso mesmo, relaxar, e não stressar com cada compra. Como resultado, seis em cada 10 pessoas gastam em demasia nas férias de verão, de acordo com um inquérito conduzido no ano passado para o Citi. Adicione a confusão com taxas de câmbio e parece que moeda estrangeira na sua mão é dinheiro de brincar.

Como manter-se “no real”: verifique as taxas de câmbio antes de sair de casa para que tenha uma ideia geral de quanto valem os seus euros lá fora – e use uma calculadora ou aplicação de câmbio para verificar os preços in loco. Não troque moeda em qualquer lugar: há melhores negócios que outros. Utilize cartão de crédito que não cobre taxas de transação no estrangeiro.

Custos com cuidados de saúde

É difícil ser cuidadoso nesta “área” quando é quase impossível prever o que determinada consulta ou tratamento irá custar. Os provedores médicos cobram quantias diferentes pelos mesmos tratamentos e o que cobram pode ser bastante diferente do que o seu seguro de saúde poderá aceitar. Nada como estar atento às taxas que os seguros se comprometem a pagar.

Todo o tipo de falhas cerebrais podem ser culpadas por isso, como o viés do status quo (querermos manter dinheiro nos nossos bolsos) ou a aversão à perda (pode ser penoso assumir um estilo de vida com menos gastos ou gastar menos em coisas que queremos por gastos inesperados, por exemplo).

A solução passa por realizar contabilidade mental a seu favor. Podemos não ser capazes de mudar a forma como os nossos cérebros funcionam mas não temos de deixar que os mesmos nos levem a tomar decisões tontas em relação a dinheiro.

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