Comprar ações da Tesla ou… Comprar ações da Tesla?
AP Photo/Tony Gutierrez
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A posição da Tesla como preferida de Wall Street combinada com a sua forma de atuar sugere que os investidores irão continuar a apostar de forma frenética na empresa como porta-estandarte da próxima revolução industrial

É natural que se verifique volatilidade no preço das ações de empresas associadas a setores emergentes ou com marcas atraentes. A Tesla é um exemplo. As ações da Tesla (NASDAQ: TSLA) começaram o ano ao redor de 200 dólares a ação – e aproximaram-se dos 400 dólares no final de junho. Agora situam-se ao redor de 300 dólares. Tratam-se de mudanças dramáticas de valor, que exigem uma certa fé por parte do investidor.

A mais recente queda do preço das ações da Tesla parece relacionar-se com a capacidade da empresa para entregar atempadamente o novo Model 3 aos compradores que realizaram pré-encomendas. Será essa volatilidade algo com que a Tesla consegue lidar – tal como a Apple (NASDAQ: AAPL), a Alphabet (NASDAQ: GOOGL), a Amazon.com (NASDAQ: AMZN) e a Facebook (NASDAQ: FB) conseguiram? Apesar de terem enfrentado períodos conturbados, estas empresas viram a sua valorização no mercado aumentar.

A Tesla tem sido uma aposta no futuro, mais do que um investimento baseado em receitas e lucros derivados de vendas atuais. Tal torna as ações da Tesla inerentemente inquietas. De facto, a volatilidade é comum em qualquer indústria que encare disrupção, tanto para empresas incumbentes como para novas jogadoras. A Tesla tem todas as hipóteses de continuar a crescer – e a crescer com força. A estrutura corporativa da empresa encontra-se menos sobrecarregada do que a das suas pares e os seus custos de produção têm vindo a diminuir.

É provável que as empresas disruptivas continuem a crescer rapidamente e a alcançar valorização superior uma vez que as oportunidades de realização de dinheiro da chamada economia limpa estão a aumentar. Porém, uma das questões que se colocam é: estará a Tesla a mover-se de empresa “perturbadora” para perturbada? A entrada da Volvo no mercado de carros elétricos, por exemplo, é apenas um dos grandes desafios que a empresa enfrenta.

No entanto, a posição única da Tesla como tech-stock darling (preferida de Wall Street), combinada com a sua forma de atuar (monta, comercializa, transporta e entrega) sugere que os investidores irão continuar a apostar de forma frenética na empresa como porta-estandarte da próxima revolução industrial.

Os consumidores tendem, cada vez mais, a exigir empresas e atividades económicas mais limpas, verdes e responsáveis. As empresas são convidadas a fornecer condições de trabalho seguras e uma mais justa distribuição dos lucros junto dos funcionários. Essas tendências irão conduzir a maior volatilidade nos mercados e a contínua disrupção de indústrias na sua totalidade.

A Tesla e Elon Musk, o seu CEO, estão na dianteira. Musk está a tornar-se o próximo Steve Jobs ou mesmo Warren Buffett em termos de influência. As suas ideias conseguem, sozinhas, mover os mercados. Poderá o seu poder de estrela – culto de personalidade – durar anos? Joel Solomon, do Market Watch, desconfia que sim. Musk, mestre artesão da imaginação pública. Trata-se de uma vantagem invejável. O fascínio pelo mesmo poderá gerar milhares de milhões de dólares em valor para a Tesla e tornar as suas ações poderosas no longo prazo.

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