Como a «blockchain» está a criar um mundo de oportunidades
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18 Maio
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«São vários os bancos e as entidades financeiras a encarar a blockchain como tecnologia que oferece valor aos seus clientes — sob a forma de taxas mais baixas, transferências mais rápidas e processos mais simples. Porém, potencialmente muito mais significativo, mas muito menos anunciado, é o impacto que a blockchain poderá ter junto de indivíduos sem acesso a bancos [e a serviços financeiros] em todo o mundo.» American Banker.

Toda a conversa em torno da blockchain e das criptomoedas está longe de ser apenas propaganda. Pelo contrário: a tecnologia blockchain está a introduzir grandes mudanças na infraestrutura global dos serviços financeiros. E a indústria não está apenas a prestar atenção, está a agir. De acordo com o Fórum Económico Mundial:

  • Foram investidos mais de 1,4 mil milhões de dólares na blockchain entre 2013 e 2016;
  • Mais de 90 bancos centrais encontram-se envolvidos em discussão relacionada com a blockchain;
  • Cerca de 80% dos bancos iniciaram projetos associados à blockchain até final de 2017;
  • Foram apresentados mais de 2500 pedidos de patente alusivos à blockchain.

Já não se pode ignorar o impacto desta tecnologia na indústria de serviços financeiros — influência de longo alcance em processos Know Your Customer (KYC), na identificação e autenticação de clientes e em programas de fidelidade e recompensas — e antecipa-se que o mesmo vá além dessa área, podendo a tecnologia ser aplicada a outros sectores.

Abrindo a porta para a inclusão financeira

Uma das maiores e mais imediatas revoluções a ser introduzida pelas criptomoedas passa pela inclusão financeira em países com um sector bancário sub-desenvolvido.

Falamos de cerca de 3,5 mil milhões de pessoas em todo o mundo — que não têm acesso ou têm acesso insuficiente a serviços financeiros. Não costumam passar nos processos de verificação dos bancos e não têm capacidade para pagar os custos associados a serviços bancários, como comissões e outros. No entanto, a blockchain está a mudar tudo isso.

A blockchain permite a transferência de fundos de forma muito mais acessível, evitando-se o pagamento das comissões envolvidas na abertura e utilização de conta, e uma vez que as transações ocorrem na Internet só é necessário um telemóvel com ligação à mesma. Apesar de não ter acesso a bancos a maioria desta população tem telemóvel próprio.

Sem a necessidade de intermediários o custo das transações baseadas na blockchain é muito mais baixo. Com as remessas internacionais, por exemplo, as taxas caem de 6% para 1-3% por transação/remessa — uma diferença extremamente estimulante para indivíduos com dificuldade de acesso a serviços bancários.

Oportunidades de milhares de milhões de dólares

E há mais: o apelo de experiências de pagamento de baixo custo, sem dificuldades, está de facto a levar a blockchain para uma infinidade de serviços além da banca — nomeadamente para a área do transporte privado urbano. Tomemos o exemplo da Grab. Lançada em Kuala Lumpur, na Malásia, a empresa domina o mercado de solicitação e partilha de viagens do Sudeste Asiático — com 2,3 milhões de motoristas em 168 cidades de oito países. Está a experienciar sucesso fenomenal, tendo reunido 2,5 mil milhões de dólares de investidores no ano passado, o que elevou o seu valor para 6 mil milhões de dólares.

Embora a Uber tenha investido grande esforço e fundos para assumir o comando na região, não supera a Grab — e alguns atribuem o sucesso da última à sua capacidade de conquistar a população sem acesso a serviços/cartões bancários, com a oferta de uma opção de pagamento virtual pelos seus serviços.

Ou seja, a Grab permite que os seus clientes paguem pelos seus serviços com a carteira móvel da empresa, a Grab Pay — que pode ser utilizada para mais do que apenas viagens.

Pode ser usada para pagamento de bens e serviços de lojas e restaurantes aderentes, sem dificuldades. Surge como muito semelhante ao Alipay — serviço chinês de pagamentos através do qual se digitaliza um código QR, introduz uma quantia e clica em «pagar» para completar uma transação — e planeia-se a sua expansão para toda a região este ano.

Torna-se, de facto, cada vez mais claro que as oportunidades apresentadas pela tecnologia blockchain para a população sem acesso a serviços financeiros e bancários são significativas — surgindo também como forte potencial de crescimento para as empresas fornecedoras dos mais variados tipos de serviços.

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