Como os novos ricos chineses gastam o seu dinheiro
AP Photo/Mark Schiefelbein
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A procura de produtos apresentados como mais saudáveis e de melhor qualidade tem vindo a aumentar na China

A procura por bens premium – normalmente cerca de 20% mais caros que os produtos médios da mesma categoria – está a ganhar tração na China. Consulte os gráficos que se seguem para perceber as tendências de consumo no país.

As vendas de SUV aceleram enquanto as vendas de carros mais baratos desaceleram

As vendas de SUV e minivans deverão ultrapassar as vendas de sedans este ano pela primeira vez. O aumento de rendimentos, petróleo mais barato e políticas do governo chinês que permitem mais filhos estão a desencadear uma mudança significativa no maior mercado automóvel do mundo. Embora os SUV surjam como pelo menos 40% mais caros que os sedans, as vendas deverão subir 22% este ano.

Carros maiores e mais chamativos – a escolha, já que 56% dos consumidores chineses afirmam que parte da motivação para comprar produtos premium se prende com o mostrar o seu sucesso, de acordo com a empresa de pesquisas Nielsen. A propensão chinesa para o show-off encontra-se acima da média da Ásia Pacífico – de 52% – e muito acima de 21% no Japão e 24% na Austrália.

Os iogurtes estão a alcançar, rapidamente, o leite

Os consumidores chineses com maior poder de compra e com preocupações com a saúde têm vindo a aumentar os seus gastos numa série de categorias de produtos: 50% ou mais dos consumidores dizem estar a gastar mais em mantimentos, vestuário, entretenimento, viagens e refeições fora, de acordo com a Nielsen – que consultou 30.000 pessoas em todo o mundo.

No meio dos laticínios a procura por iogurte, por exemplo, está a aumentar devido aos seus benefícios para a saúde quando comparado com o leite, de acordo com a OC&C Strategy Consultant. “A primeira onda básica é o leite, agora será o iogurte e normalmente a seguinte é o queijo.” – Afirmou Jack Chuang da Greater China.

A água engarrafada ainda cresce a um ritmo três vezes superior à maioria das bebidas não alcoólicas

O aumento das taxas de obesidade está a conduzir a crescente consciencialização entre os consumidores – que se estão a afastar de bebidas açucaradas. De acordo com um relatório da Mintel Group Ltd. quanto a tendências de consumo na China em 2017, os chineses preferem bebidas criadas para as crianças.

Isso prejudica fabricantes tradicionais de refrigerantes como a Coca-Cola Co. (NYSE: Coca-Cola Company [KO]) e a PepsiCo Inc. (NYSE: Pepsico [PEP]) no longo prazo. James Quincey, presidente da Coca-Cola, afirmou que a empresa se está a posicionar entre diferentes marcas para vender água engarrafada de alta qualidade a clientes chineses.

A tendência premium é também evidente na procura pelo licor chinês conhecido como baijiu. Os consumidores estão cada vez mais a procurar garrafas caras – com um valor superior a 300 yuans (cerca de 41 euros) – de acordo com a JD Finance, unidade de dados da retalhista (e-commerce) JD.com (LSE: JD Sports Fashion [JD]).

Os consumidores de baijiu começam a procurar opções mais caras

A JD Finance monitorizou as compras de 266.060 clientes desde 2015 – que identificou como compradores regulares de baijiu de preço médio. É notável como no espaço de um ano o foco em opções de gama baixa a média (inferiores a cerca de 40 euros) se desviou também para opções de gama alta.

A mudança de padrão de consumo também se estende à cerveja – com a importação de marcas estrangeiras, premium, a subir 340% ao longo dos últimos quatro anos e a receita de produtoras locais a estagnar (com o mercado em queda em termos de volume).

Os aparelhos de ar condicionado de gama alta continuam a dominar após queda de vendas

A maioria das famílias urbanas na China já tem aparelhos básicos como ar condicionado e micro-ondas – estando agora a começar a comprar produtos tipicamente vistos como luxos, como máquinas de café expresso, ou a substituir eletrodomésticos básicos por versões mais extravagantes, que fazem menos barulho ou são controladas por aplicações.

“As fabricantes chinesas de eletrodomésticos estão a focar-se na implementação de uma estratégia de preços elevados em vez de dependerem de grandes volumes.” – Afirmou Horse Liu, analista da IHS Markit Technology. “Estão a ir de serem impulsionadas pela capacidade de produção a serem impulsionadas pela inovação.”

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