O algoritmo secreto por detrás da aprendizagem
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A Técnica Feynman explicada por Shane Parrish, que colabora com o medium.com

Nem sempre fui bom aluno. A dada altura achava que a aprendizagem se relacionava com as horas aplicadas à mesma. Contudo, mais tarde descobri algo que mudou a minha vida: a Técnica Feynman.

Richard Feynman, vencedor de um Nobel da Física, estabeleceu a diferença entre “saber algo” e “saber o nome de algo”, uma das mais importantes razões por detrás do seu sucesso.

Feynman “tropeçou” numa fórmula de aprendizagem que garantia que compreendia algo melhor que todos os outros.

A fórmula é conhecida como Técnica Feynman e irá ajudá-lo a aprender algo de forma mais profunda, mais depressa. Não importa qual o tema ou conceito que queira aprender. Escolha qualquer coisa. A Técnica Feynman funciona com tudo. Melhor: é incrivelmente simples de implementar.

Surge como um maravilhoso método de aprendizagem e como janela para uma forma diferente de pensar. Deixe-me explicar melhor.

Há três passos na Técnica Feynman.

1º Passo: Explicar a uma criança

Pegue numa folha de papel em branco e escreva o assunto que quer aprender no topo. Escreva o que sabe sobre o tema como se estivesse a explicá-lo a uma criança. Não a um amigo adulto – a uma criança de oito anos com vocabulário e capacidade de atenção para compreender conceitos e relações básicas.

A maioria das pessoas tende a utilizar vocabulário complicado e jargão para mascarar um tema que não dominam. O problema é que assim só nos enganamos a nós próprios – pois não sabemos aquilo que não compreendemos.

Quando escreve uma ideia do início ao fim em linguagem simples, que uma criança consiga compreender (dica: utilize apenas palavras comuns), força-se a compreender o conceito a um nível mais profundo e a simplificar as ligações entre ideias. Se se vir em dificuldades, irá perceber onde estão as lacunas. Essa tensão é positiva – anuncia uma oportunidade para aprender.

2º Passo: Rever

No primeiro passo irá (inevitavelmente): encontrar lacunas no seu conhecimento; perceber que está a esquecer algo importante; ser incapaz de explicar algo; ou ter dificuldade em ligar conceitos importantes.

Trata-se de feedback inestimável na medida em que identifica os limites das suas capacidades.

E é aqui que começa a aprendizagem. Agora que sabe onde ficou “preso” volte ao material de origem e reaprenda até conseguir explicar o tema ou conceito recorrendo a termos básicos.

Ao identificar os limites da sua compreensão também limita os erros que se encontra suscetível de cometer, aumentando as suas hipóteses de sucesso.

3º Passo: Organizar e simplificar

Agora tem um conjunto de notas tiradas à mão. Reveja-as para garantir que não incluiu jargão do material de origem. Organize-as numa história simples.

Leia-as em voz alta. Se a explicação não for simples ou soar confusa é um bom indicador de que o seu conhecimento nessa área ainda precisa de algum trabalho.

4º Passo (opcional): Transmitir

Se quer mesmo ter a certeza de que compreendeu determinado assunto ou conceito, transmita os conhecimentos adquiridos a alguém (idealmente que saiba pouco sobre o assunto – ou que tenha oito anos!). O teste final ao seu conhecimento passa pela sua capacidade de o transmitir a alguém.

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