As sugestões de leitura de Bill Gates para este verão
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Conheça as sugestões de leitura de Bill Gates para o verão de 2017 – com notas do próprio

Os EUA têm um novo reader-in-chief. Uma vez que o presidente Donald Trump não lê muito, Bill Gates – filantropo e cofundador da Microsoft – é agora o natural sucessor ao cargo.

Na semana passada, Bill Gates recomendou um livro para recém-licenciados: “Os Anjos Bons da Nossa Natureza” de Steven Pinker. O mesmo disparou, de seguida, para número 2 na Amazon (encontrava-se em 12.231º lugar no dia anterior) e, uma semana depois, encontra-se confortável no número 10. Entendeu agora a influência da sua opinião?

Entretanto, para este verão Gates tem várias novas sugestões: três livros de memórias, um grande livro sobre o Homem e um romance.

Conheça, de seguida, as sugestões de Bill Gates para este ano, com algumas notas do próprio (títulos em português para as obras traduzidas e títulos originais para os livros não disponíveis em português):

Born a Crime, Trevor Noah

O comediante e apresentador Trevor Noah recorda a sua infância – com um ato criminoso entre um homem branco e uma mulher negra na África do Sul em pleno apartheid. O livro é uma ode à sua mãe.

“Como fã de longa data do The Daily Show, adorei ler este livro de memórias do seu apresentador.” – Escreveu Gates. “Uma e outra vez ao longo da sua infância, [Noah] descobriu que a linguagem era mais poderosa que a cor da pele na construção de ligações entre pessoas.” – Completou.

Cuidar dos Vivos, Maylis de Kerangal

Trata-se de um romance que se passa em 24 horas – em torno de uma operação, um transplante de coração entre um adolescente morto num carro e uma mulher a morrer. Originalmente escrito em francês, o livro segue as vidas das famílias, médicos e enfermeiros envolvidos.

“O que Kerangal fez aqui, nesta exploração do luto, aproxima-se mais de poesia do que qualquer outra coisa.” – Escreveu Gates, acrescentando que se sentiu atraído pela linguagem do livro. “Faz-me pensar em Vladimir Nabokov (...). As frases são ricas e cheias, que é o oposto exato da forma como escrevo. Há frases que duram parágrafos inteiros. Fui ao dicionário uma dúzia de vezes procurar palavras que não conhecia.”

Hillbilly Elegy, J. D. Vance

Um sucesso literário surpreendente em 2016 nos EUA: “Hillbilly Elegy”, um livro de memórias sobre o crescimento de um indivíduo pobre e branco no Rust Belt [outrora região industrial promissora que caiu em decadência urbana, económica e populacional] que acabou por terminar numa escola de Direito de elite na costa leste dos EUA.

“Apesar do livro oferecer perceções das mais complexas questões culturais e familiares por detrás da pobreza, a magia real reside na história em si e na bravura de Vance em contá-la.” – Afirmou Gates. “Mesmo não recorrendo a muitos dados, fiquei com novas perceções das multifacetadas dinâmicas culturais e familiares que contribuem para a pobreza.”

Homo Deus: História Breve do Amanhã, Yuval Noah Harari

O autor de “Sapiens: História Breve da Humanidade”, que Gates recomendou no verão passado, tem um novo livro que explora o que se segue para os seres humanos, agora que estes alteraram radicalmente as regras da vida na Terra.

“[Harari] argumenta que o progresso da humanidade em direção à felicidade, imortalidade e divindade está destinado a ser desigual – algumas pessoas vão saltar adiante enquanto outras ficam para trás.” – Afirmou Gates. “Concordo que a inovação, à medida que acelera, não beneficia automaticamente a todos.” Mas Gates discorda com Harari num ponto crucial. Gates acredita que a desigualdade não é inevitável, sendo que aqueles com recursos podem ajudar a eliminar a disparidade existente.

A Full Life: Reflections at Ninety, Jimmy Carter

O antigo presidente dos EUA e prolífico autor olha para a sua vida aos 90 anos. Escreve sobre a vida da sua família, os seus arrependimentos e as decisões que moldaram profundamente a sua trajetória. Gates leu o livro de Carter em preparação para um encontro com o mesmo e a sua mulher, Rosalynn, e disse. “O livro irá ajudá-lo a perceber como é que crescer na Georgia rural, numa casa sem água corrente, eletricidade ou isolamento, moldou – para o melhor e para o pior – o tempo [de Carter] na Casa Branca.”

Acrescenta: “Embora a maioria das histórias venham de décadas passadas parecem oportunas numa época em que a confiança do público nas figuras políticas nacionais e nas instituições é baixa.”

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