9 Start-ups que a Apple comprou em 2016
AP Photo/Marcio Jose Sanchez
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Da inteligência artificial às tecnologias de educação, passando por um spinoff de uma série

A Apple (NASDAQ: Apple [AAPL]) compra muitas empresas. No entanto, como não costuma falar muito sobre esses assuntos, é difícil estar a par das aquisições. Este ano relatou a aquisição de nove empresas – as que se seguem. Porém, como referido, é provável que algumas das suas aquisições não tenham sido reveladas logo a lista não é exaustiva.

Tal como esperado, as empresas de inteligência artificial continuam a corresponder à categoria dominante. Contudo, a lista também inclui um spinoff de uma série de televisão e uma start-up de tecnologias de educação.

A Apple confirma regularmente as aquisições sem qualquer negação: “A Apple compra, de vez em quando, pequenas empresas de tecnologia e normalmente não faz comentários quanto aos objetivos ou planos para essas aquisições”.

Eis as empresas:

Flyby Media: start-up focada em realidade aumentada e visão computacional

  • Valor: não divulgado
  • Data de aquisição: janeiro de 2016
  • Data de fundação: 2010
  • Sede: Nova Iorque

A tecnologia da Flyby Media tem aplicações para tudo, desde indoor mapping a automóveis de condução automática. O Business Insider chegou mesmo a publicar uma apresentação de diapositivos em que mostrava o que a tecnologia desta empresa consegue fazer. A sua tecnologia é dedicada ao estudo e captação de movimento em 3D de um objeto.

Emotient: reconhecimento facial através de inteligência artificial

O que faz: utiliza inteligência artificial para digitalizar a cara de uma pessoa e avaliar as suas emoções.

  • Valor: não divulgado
  • Data de aquisição: janeiro de 2016
  • Data de fundação: 2012
  • Sede: San Diego

A Emotient consegue reconhecer as emoções de uma pessoa com uma única análise dos seus padrões faciais, em qualquer altura e em tempo-real. Marian Bartlett, uma das fundadoras da Emotient e cientista-chefe da empresa, explica como a tecnologia funciona:

“A Emotient pega numa imagem enquanto dado e analisa-a à procura de caras”, diz Bartlett. “Assim que consegue encontrá-las, aciona técnicas de reconhecimento de padrões para medir e detetar as expressões faciais nessas caras.”

Segundo o TechCrunch, uma das primeiras aplicações para dispositivos utilizáveis que a empresa produziu foi um suplemento para os Google Glass, que a empresa esperava que ajudasse os vendedores a avaliar se uma pessoa gostava realmente de um produto ou não.

Uma das vantagens da tecnologia da Emotient é a possibilidade de se analisar as emoções a partir da cara de uma pessoa, sem armazenar qualquer tipo de dados pessoais identificáveis dessa mesma pessoa durante o processo. A utilização de tecnologia capaz de avaliar as expressões faciais do ser humano tem sido um problema para muitas start-up por questões de privacidade. Não é certo o que a Apple pretende fazer com a empresa agora que pode fazer análises de forma anónima.

LearnSprout: uma start-up de tecnologias de educação

O que faz: cria software para professores e diretores de escolas para a análise de dados sobre o desempenho dos alunos.

  • Valor: não divulgado
  • Data de aquisição: janeiro de 2016
  • Data de fundação: 2012
  • Sede: São Francisco

O site da Bloomberg, quando relatou pela primeira vez a aquisição, referiu que mais de 2.500 distritos escolares em 42 estados dos EUA utilizavam o software LearnSprout. De acordo com o Crunchbase, a empresa de tecnologia de educação obteve 4,7 milhões de dólares em fundos – capital de risco – antes de ser adquirida por empresas como a Andreesen Horowitz, a Formation 8 e a Samsung Ventures.

Nos últimos anos, o domínio habitual da Apple ao nível do mercado educativo norte-americano sofreu uma queda, sendo os seus produtos substituídos por computadores mais baratos com o sistema operativo Chrome da Google. Em dezembro, Tim Cook, CEO da Apple, afirmou que os computadores Chromebook da Google não passavam de “máquinas de teste”. Segundo dados divulgados pela Futuresource Consulting, uma empresa de investigação que estuda o mercado educativo, mais de metade dos dispositivos vendidos às escolas são atualmente Chromebooks.

LegbaCore: uma empresa de segurança formada por duas pessoas

O que faz: mais conhecida por ter desenvolvido um híbrido de vírus e worm, chamado Thunderstrike 2, que tinha como alvo os computadores Mac.

  • Valor: não divulgado
  • Data de aquisição: novembro de 2015. No entanto, a aquisição só foi descoberta em fevereiro de 2016
  • Data de fundação: 2015
  • Sede: Washington, D.C.

O vírus que o fundador da LegbaCore, Xeno Kovah, desenvolveu – um híbrido de vírus e worm chamado Thunderstrike 2 que tinha como alvo os computadores Mac – conseguiu espalhar-se de um MacBook para outro, mesmo quando os computadores não estavam ligados à Internet.

Kovah revelou no seu Twitter em novembro que tanto ele como o seu sócio, Corey Kellenberg, tinham sido contratados pela Apple para serviços de “segurança de baixo nível”. Este facto passou despercebido até à data em que outra empresa de investigação de segurança revelou o acontecimento, durante uma apresentação numa conferência sobre segurança em dezembro.

Segundo a revista Wired, o vírus/worm de Kovah foi o primeiro a atacar computadores Mac ao nível do firmware, o que significa que o seu alvo era o software que arranca antes do sistema operativo principal, o OS X. É um facto muito importante porque normalmente este tipo de ataques não são detetados por antivírus ou software de segurança.

Em vez de explorarem as suas descobertas ou de as venderem a alguém disposto a pagar bem por elas, Kovah e a sua equipa informaram a Apple das suas vulnerabilidades – que a partir daí passou a manter os seus sistemas mais atualizados e protegidos. Embora não seja costume a Apple pagar por “atos de bondade” por parte de investigadores que descubram problemas de segurança, a tentativa parece ter corrido bem para os fundadores da LegbaCore.

Carpool Karaoke: spinoff da série de TV com James Corden

O que faz: um segmento viral do The Late Late Show da CBS que coloca James Corden a conduzir um carro com celebridades e a cantar

  • Valor: não divulgado
  • Data de aquisição: julho de 2016

O spinoff da série “Carpool Karaoke” vai estar disponível na Apple Music a nível mundial e os fãs não ficaram muito felizes com a divulgação dessas notícias.

A gigante de música concedeu licença para 16 episódios, cada um com uma duração de 30 minutos, enquanto os episódios atuais têm mais ou menos 10 a 15 minutos. No entanto, parece que não vai ser Corden a estar atrás do volante, mas sim um novo anfitrião, que será escolhido mais tarde.

Os episódios serão transmitidos semanalmente na Apple Music, o que pode ser um problema para muitos seguidores da série que não sejam assinantes da plataforma.

Turi: uma plataforma de aprendizagem de máquinas (machine learning) para programadores e cientistas de dados

O que faz: proporciona ferramentas e estruturas para outros programadores incorporarem aprendizagem de máquinas e inteligência artificial nas suas aplicações.

  • Valor: 200 milhões de dólares (139 milhões de euros)
  • Data de aquisição: agosto de 2016
  • Data de fundação: 2013
  • Sede: Seattle

A Turi foi fundada por um professor da Universidade de Washington e o seu site ainda se encontra disponível, ao contrário de outras start-ups desta lista.

Segundo o Crunchbase, o objetivo deste projeto de código aberto passa por aplicar a aprendizagem de máquinas em grande escala à análise de gráficos.

Um exemplo da sua utilidade é a sua capacidade para proporcionar aos seus programadores mecanismos avançados de deteção de fraudes nas suas aplicações.

Gliimpse: controlo de dados de saúde pessoais

O que faz: a Gliimpse recolhe informações médicas de pacientes

  • Valor: não divulgado
  • Data de aquisição: agosto de 2016
  • Data de fundação: 2015
  • Sede: Silicon Valley

A Gliimpse enquadra-se nas maiores ambições da Apple: explorar a tecnologia da saúde. Embora o Apple Watch não tenha trazido a nova plataforma de computação que alguns esperavam, a empresa levou os clientes a gostarem de utilizar o dispositivo para controlar a sua saúde e condição física.

Eis como o site da empresa descrevia o produto:

“Criámos uma máquina mágica. A Gliimpse pega em registos médicos eletrónicos de difícil compreensão e transforma-os em elementos de código e terminologias mais compreensíveis e padronizadas (LOINC, RxNorm, CPT, ICD e SNOMED), que tanto seres humanos como máquinas podem entender melhor e utilizar da melhor forma.”

Tuplejump: aprendizagem de máquinas

O que faz: uma empresa de tecnologia de aprendizagem de máquinas.

  • Valor: não divulgado
  • Data de aquisição: setembro de 2016
  • Data de fundação: 2013
  • Sede: Hyderabad, Índia

De acordo com a captura feita pelo Wayback Machine da página “Sobre” do site da empresa, a Tuplejump é uma empresa de tecnologia de aprendizagem de máquinas que procura simplificar tecnologias de gestão de dados e torná-las extremamente simples de usar. A empresa está presente tanto na Índia como nos Estados Unidos da América.

A razão para a Apple estar de olho na Tuplejump é, segundo um relato da TechCrunch, o seu projeto “FiloDB”, que a plataforma de notícias explica: “o FiloDB” era um projeto de código aberto que a Tuplejump estava a criar para aplicar eficazmente conceitos e análises de aprendizagem de máquinas a grandes quantidades de dados complexos logo assim que transmitidos”.

Segundo o avançado em perfis no LinkedIn, o engenheiro-chefe do FiloDB Evan Chan tem estado a trabalhar na Apple desde maio deste ano, assim como Rohit Rai e Satyaprakash Buddhavarapu, dois dos cofundadores da empresa. O cofundador Deepak Alur, que também foi presidente da Tuplejump, trabalha atualmente na Anaplan como diretor de engenharia.

Indoor.io: uma plataforma de indoor mapping

O que faz: faz o mapeamento de espaços interiores.

  • Valor: não divulgado
  • Data de aquisição: desconhecida – de acordo com o perfil do fundador no LinkedIn, foi no ano de 2015, mas só agora é que divulgou
  • Data de fundação: 2007
  • Sede: Finlândia

Supostamente, a Apple fez esta aquisição secreta para melhorar o seu serviço de mapeamento e garantir que não fica atrás da Google.

A Apple adquiriu uma outra empresa start-up que se foca na navegação interior – a WiFi Slam.

A Bloomberg publicou um relatório onde consta esta aquisição. De acordo com uma fonte citada nesse mesmo relatório, a Apple pretende utilizar drones para captar e atualizar dados cartográficos. Potencialmente, os drones irão permitir à Apple captar imagens muito mais depressa do que a sua frota de pequenas carrinhas equipadas com câmaras de vídeo.

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